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Tire suas dúvidas sobre o cálculo renal

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O que é cálculo renal?

A urolitíase – que também pode ser chamada de cálculo renal ou, popularmente, “pedra nos rins” – ocorre quando cristais de substâncias minerais contidas na urina se agrupam, criando uma espécie de massa dura: o cálculo. A presença de cristais na urina é normal e geralmente eles são naturalmente eliminados. Em certas situações, porém, eles aderem ao tecido renal ou localizam-se em áreas de onde não conseguem sair.

A maior parte dos cálculos urinários inicia a sua formação dentro do rim, mas eles podem deslocar-se para outras partes do sistema urinário, como o ureter ou a bexiga.

Qual a incidência de cálculo renal na população?

As pedras nos rins são consideradas um problema de saúde importante. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 24 milhões de pessoas têm cálculos renais. Dessas, 30% precisam de internação hospitalar e entre 10% e 15% acabam necessitando de algum tipo de intervenção cirúrgica para retirada do cálculo.

Entre as doenças do sistema urinário, as pedras nos rins representam 30% dos casos.

O cálculo renal é três vezes mais comum no sexo masculino, mas pode ocorrer também em mulheres. O surgimento da doença ocorre principalmente em pessoas com idade entre 20 e 50 anos e a probabilidade de recorrência de episódios é de 50%, nos primeiros cinco anos, e de 80% nos primeiros 10 anos.

Algumas pessoas podem ter cálculos renais e não saberem?

Sim. Se o cálculo se formar dentro do rim e ficar parado no mesmo lugar, o paciente pode ficar anos sem apresentar sintomas. Não é incomum uma pessoa descobrir o cálculo renal por acaso, durante a realização de um exame de imagem abdominal, por exemplo, solicitado por um médico por outro motivo.

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Quais são os principais sintomas dos cálculos renais?

O principal sinal é uma dor intensa que pode se concentrar exclusivamente na região lombar ou se irradiar para outras regiões, como a abdominal, a inguinal (virilha) e a genital. Outro sintoma é a presença de sangue visível na urina, a hematúria, que pode ser acompanhada ou não de dor ao urinar. Alguns pacientes também apresentam vômitos e náuseas, distensão abdominal e desejo frequente de urinar. Todos estes sintomas são ocasionados pelo movimento do cálculo renal pelas vias urinárias. Saiba mais sobre os sintomas dos cálculos renais.

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O calor aumenta a incidência de cálculo renal?

No verão, as temperaturas mais elevadas, o aumento da transpiração e a baixa ingestão de líquidos podem levar à desidratação e contribuir para a formação de cálculos renais. Segundo dados do Ministério da Saúde, os casos de cálculo renal aumentam de 25% a 30% nos períodos mais quentes do ano. Isso ocorre porque o aumento da perda de líquidos do corpo faz com que a concentração de sais que formam os cristais nos rins aumente.

Por outro lado, o aumento da ingestão de líquidos no período também pode fazer com que uma pedra já formada no rim se movimente, causando dores e outros sintomas caso se dirija ao ureter. Mesmo quem já teve o problema não está livre de sofrer com um novo episódio de cálculo renal.

Vale lembrar que, além de beber bastante líquido, o ideal no período de calor é diminuir o uso de sal nos alimentos, dando preferência para refeições com mais verduras, legumes e frutas. O consumo de frutos do mar, que apresentam índice elevado de ácido úrico – um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais – também deve ser controlado. Além disso, é recomendável reduzir as frituras e o consumo de carne vermelha nos meses de verão. Conheça outras dicas para evitar os cálculos renais. 

Quais os principais fatores de risco para a formação do cálculo renal?

  • Faixa etária – as pedras nos rins afetam principalmente pessoas entre 20 e 50 anos.
  • Sexo – a doença é três vezes mais comum em homens do que em mulheres.
  • Clima mais quente – o número de casos pode aumentar de 25% a 30% no verão.
  • Distúrbios metabólicos, como: problemas renais, endócrinos e intestinais que aumentam a quantidade de cálcio e oxalato no sangue e na urina.
  • Dieta rica em alimentos com grandes quantidades de oxalato de cálcio, como a beterraba e os achocolatados.
  • Alta ingestão de sal de cozinha e proteína animal (especialmente carne vermelha).
  • Baixa ingestão de líquidos – o ideal é beber entre 2 e 3 litros de líquidos por dia.
  • Consumo excessivo de álcool e refrigerantes.
  • Infecção urinária crônica.
  • Urina estagnada, causada por algum problema no sistema urinário: maior chance de agregação dos cristais que formam o cálculo renal.
  • Mais frequente em pessoas com imobilização (como os paraplégicos).

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Como é feito o diagnóstico do cálculo renal?

Durante a consulta com o urologista, ele pode solicitar a realização de exames, como raios-x, ultrassonografia e tomografia computadorizada para auxiliar no diagnóstico dos cálculos renais. Por isso, é muito importante que tanto homens quanto mulheres visitem o especialista anualmente, a partir dos 20 anos.

Qual é o melhor tratamento para o cálculo renal?

Os cálculos urinários variam em composição, tamanho e densidade. Por isso, é fundamental a avaliação médica para identificar todas as características do cálculo e, assim, definir a melhor estratégia de tratamento para cada paciente.

De modo geral, as pedras nos rins com tamanho entre 3 e 4 milímetros não necessitam de intervenções cirúrgicas. Nesses casos, além de analgésicos, antiespasmódicos e anti-inflamatórios, o tratamento pode contar, ainda, com o uso de medicamentos que podem ajudar a dissolver o cálculo, para que ele seja eliminado espontaneamente na urina.

Já para os cálculos maiores, mais difíceis de serem eliminados, os procedimentos cirúrgicos podem ser mais indicados. Com o avanço da Medicina, o tratamento do cálculo renal também evoluiu. O Serviço de Urologia do Hospital Badim, na Tijuca, por exemplo, oferece avançadas técnicas cirúrgicas e conta com equipamentos modernos, como o Holmium Yag Laser, mesas cirúrgicas radiotransparentes, videolaparoscópios e monitores com imagem em full HD, entre outros. Comandada pelo urologista Dr. Celso Dantas, a equipe do Hospital realiza dezenas de cirurgias por mês com o uso de ureteroscópio flexível a laser, tecnologia bastante avançada para cirurgia de cálculo renal. Saiba mais sobre os tratamentos cirúrgicos para pedras nos rins.

Como posso prevenir os cálculos renais?

A prevenção contra o cálculo renal envolve a ingestão de pelo menos dois litros de líquidos por dia e o consumo moderado de sal, refrigerante e carne vermelha, entre outras atitudes saudáveis, como a consulta regular ao urologista. Confira outras dicas para evitar as pedras nos rins, clicando aqui.